HELOÍSAEu nunca vou esquecer a sensação de atravessar aquelas portas de vidro e ver, pela primeira vez, algo que também era meu tomando forma no mundo.A galeria.A nossa galeria.Assim que cheguei, meus olhos demoraram alguns segundos para se acostumar com o brilho do lugar. Era amplo, moderno, com um pé-direito alto que dava uma sensação quase cinematográfica. As paredes eram brancas, mas não frias — havia vida nelas, cor, textura. Manequins estavam distribuídos estrategicamente pelo espaço, vestindo peças que eu mesma havia desenhado e costurado com minhas próprias mãos e da equipe que trabalhava conosco , enquanto Débora era responsável pelos croquis. Tecidos fluíam como se tivessem movimento próprio, iluminados por luzes quentes e direcionadas que valorizavam cada detalhe, cada costura, cada escolha.Era surreal.No centro, uma estrutura circular exibia algumas das criações principais, como se fosse um altar. E, ao redor, convidados bem vestidos, conversando, rindo, segurando ta
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