HELOÍSAO portão da mansão Bragança se abriu diante de mim como se nada tivesse mudado… mas tudo tinha.Meu peito apertou no mesmo instante.Engoli em seco ao descer do carro e encarar aquela casa imponente, fria, elegante… e tão cheia de lembranças que pareciam vivas demais para serem ignoradas. Cada detalhe daquele lugar carregava um pedaço meu — risadas, momentos com Kitana, olhares… e ele.Respirei fundo.Eu não podia fraquejar.Apertei a bolsa contra o corpo e caminhei até a entrada, sentindo minhas pernas levemente trêmulas. Toquei a campainha e esperei, torcendo silenciosamente para que… ele não estivesse ali.A porta se abriu, e Matilde apareceu.— Heloísa… — disse ela, amistosamente, mas com um sorriso acolhedor.Aquilo já foi suficiente para aliviar um pouco o nó na minha garganta.— Oi, Matilde… — respondi, meio sem jeito.Meus olhos, quase por instinto, deram uma varrida rápida pelo interior da casa.— O… o senhor Luiz Fernando está? — perguntei, tentando parecer casual, m
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