HELOÍSAO som da água ainda preenchia tudo ao nosso redor.Mesmo depois de sairmos da cachoeira, parecia que aquele barulho tinha ficado dentro de mim — constante, relaxante, quase como um abraço invisível. Minha pele ainda estava úmida, arrepiada pelo contraste entre o frio da água e o calor suave do sol que agora tocava cada parte do meu corpo, após o momento intenso que vivemos.Me vesti devagar, sem pressa alguma, como se aquele momento não tivesse hora para acabar.Quando olhei para Luiz Fernando, ele já estava vestido e sentado em uma das grandes pedras em que estávamos.— Vem — ele disse, com aquela voz grave e profunda que sempre parecia me puxar pra perto.E eu fui.Sem pensar duas vezes.Me sentei no meio de suas pernas e, quase automaticamente, apoiei minha cabeça sobre o peito dele. Era como se meu corpo soubesse exatamente onde pertencia.Fechei os olhos por um instante, absorvendo o som da água, o vento leve passando pelas folhas, o calor do sol.E o coração dele batendo
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