As horas que antecediam o embarque não passavam; elas se arrastavam, pesadas como chumbo líquido. No silêncio do seu apartamento vazio, Lisa sentia o peso do espaço ao seu redor. Sem o barulho das irmãs, sem o riso de Camila ou as perguntas de Diana, o apartamento parecia uma tumba de metal. Ela tentou deitar, mas o silêncio era interrompido pelo eco de sua própria consciência.Ela olhou para o dispositivo em seu pulso. O protocolo de comunicação era restrito, mas Jason havia deixado uma linha direta aberta, mascarada por um loop de manutenção de rotina. Seus dedos hesitaram sobre a tela fria. Era perigoso. Era irracional. Mas a revelação de que ele era um Kovács, um dos arquitetos do inferno que ela habitava e, ao mesmo tempo, o homem que a salvou, criava um redemoinho em seu peito.
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