O som da madeira estalando foi como um tiro no silêncio da noite. No momento em que a varanda cedeu, Margareth soltou um grito — não de medo, mas de fúria — ao sentir que o controle escapava de suas mãos. O peso da gravidade a puxou para a escuridão do abismo, e sua silhueta desapareceu no nevoeiro denso da falésia, tragada pelo rugido do mar revolto lá embaixo.Giorgio sentiu os músculos de seus braços quase rasgarem. Em um esforço sobre-humano, com Ísis ancorando seu corpo ao chão firme, ele conseguiu agarrar o pulso de Soraya e, com a outra mão, segurar a pequena Olívia pelas roupas, puxando-as com um solavanco para dentro do quarto seguro.O impacto no chão de madeira foi seco. Por um momento, o único som no quarto era a respiração ofegante dos quatro. Giorgio rapidamente pegou Olívia, checando se ela respirava. A bebê soltou um choro agudo — o som mais bonito que Ísis já ouvira na vida.— Ela está viva! Ela está bem! — Ísis soluçava, abraçando Giorgio e a filha, formando um escud
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