No escuro do subsolo do showroom, o som do metal sendo cortado ecoava como música para os ouvidos de Bento. Soraya observava, ansiosa, enquanto a pesada porta do cofre secundário cedia. Ela sentia uma mistura de euforia e vingança. "Se a Margareth me deixou de mãos vazias, eu tirarei de você, Giorgio", pensava ela, limpando o suor da testa.— Conseguimos! — Bento exclamou, puxando gavetas de veludo repletas de colares, anéis e pedras que brilhavam intensamente sob a luz da lanterna. — Olhe só para isso! Estamos ricos, sua louca!Soraya mergulhou as mãos nas joias, sentindo o toque frio do que ela acreditava ser a salvação de sua liberdade. Eles encheram as mochilas com rapidez, rindo do que parecia ser a facilidade do golpe. O que ela não percebeu, em sua cegueira por vingança, era que os sensores de movimento que ela "desativara" eram, na verdade, iscas eletrônicas de um sistema paralelo.No hospital, Giorgio não desviou os olhos do monitor de Olívia quando seu celular vibrou. Ele at
Ler mais