A DECISÃO MATTEO E PALOMA O quarto ainda estava envolto em uma luz suave, filtrada pelas cortinas de um tecido leve que dançavam sutilmente com a brisa.— O silêncio ali era distinto do barulho do corredor; não havia tensão, mas sim uma calma delicada, como se o próprio ar tivesse se acomodado para não perturbar aquele milagre. Paloma estava deitada, pálida e conectada aos aparelhos que bipava de forma rítmica, um lembrete constante de sua luta, mas ainda assim, viva, e, naquele instante, isso era o que mais importava. — Aproximei-me lentamente, tentando não fazer barulho, como se estivesse em uma sala de vidro, onde cada passo poderia ecoar e quebrar a paz que havia sido conquistada com tanto esforço e amor por aqueles que a cercavam.Parei ao lado da cama e, durante alguns segundos, apenas a observei.— Seu rosto, embora marcado pelo cansaço e pelas batalhas que enfrentou nos últimos dias, ainda refletia a força que sempre me d
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