Quando desceram, Lucas já estava de pé, como se tivesse ouvido os passos antes mesmo de vê-los. O sorriso surgiu no mesmo instante. — Aí está você. Ele abriu os braços de leve, teatral. — Eu já estava começando a achar que o Natan estava mentindo. Achei que era só mais uma estratégia… talvez pra pregar uma peça no nosso pai. Ana travou por um segundo. Natan nem piscou. — Boa noite, Lucas. — Boa noite nada — ele rebateu, animado, aproximando-se. — Você estava se escondendo. O tom não era agressivo. Era curioso. Provocador. Exatamente como sempre tinha sido. Lucas conhecia Ana. Ela já tinha estado naquela casa antes. Já tinha circulado ali com Kali nos braços, silenciosa, discreta, tentando ocupar o menor espaço possível. E, mesmo assim… Ele tinha percebido. Sempre percebeu. Os olhares do irmão. A atenção fora do padrão. E, principalmente, o incômodo quando ele, deliberadamente, se aproximava demais. Lucas gostava de testar. De provocar. De
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