Natan organizou tudo antes mesmo de avisar Ana do horário exato. O médico permaneceria do lado de fora do quarto. A advogada também. Não para pressioná-la. Não para interferir. Apenas para que, se alguma coisa saísse do controle, houvesse alguém ali. Era o máximo de preparo que ele podia aceitar. Ainda assim, quando os dois investigadores chegaram no início da tarde e a advogada se aproximou para entrar primeiro, Ana negou com a cabeça. — Não. A voz saiu baixa, mas firme. Estava sentada na poltrona perto da janela, com uma manta leve sobre as pernas. A enfermeira já havia saído do quarto alguns minutos antes, deixando apenas água sobre a mesa lateral e a orientação repetida pela terceira vez de que ela deveria chamar se se sentisse mal. — Eu vou falar sozinha. A advogada trocou um olhar breve com Natan, como se perguntasse em silêncio se ele queria intervir. Ele não quis. Não gostou da ideia. Mas já havia guerra demais entre eles. E, acima de tudo, havia en
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