ClaraEnquanto Isabela me ajudava a me arrumar, ouvimos passos firmes no corredor, seguidos pelo som da porta se abrindo. Pelo cheiro familiar do perfume amadeirado e o jeito contido de se mover, soube que era meu pai.— Estamos prontos? — ele perguntou, e pelo tom da voz, parecia sério como sempre.— Quase, pai. Só falta um convidado — respondi, tentando esconder a ansiedade na minha voz.Houve uma breve pausa antes da resposta dele, como se estivesse assimilando a informação.— Quem mais vai vir? — perguntou, com uma nota de desconfiança.Antes que eu pudesse dizer algo, Isabela se adiantou, e percebi pelo tom animado que ela estava se divertindo com a situação.— Vai ser uma surpresa, tio — disse, claramente segurando o riso.Eu ri baixinho junto com ela.— Confia em mim, pai. Logo você vai saber — acrescentei.Ele não insistiu, mas pelo silêncio, dava para perceber que estava pensativo. Depois de alguns segundos, ouvi seus passos se afastando até a sala, onde esperaria pelo jantar.
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