Eles se sentaram no sofá de couro. Paul segurou suas mãos, esperando. Andres respirou fundo. Não contaria tudo — ainda não. Mas precisava dar a Paul algo real.— Eu tive… sonhos. Sonhos muito vívidos. Quase como memórias. Sonhei com um futuro onde Stephen se aproximava de mim. Onde eu confiava nele. Onde nos casávamos. E onde ele me traía de todas as formas possíveis. Ele me usou pelo dinheiro. Teve amantes o tempo inteiro. E no final… ele me matou. Empurrou-me de uma varanda. Eu morri olhando para o sorriso dele. E a última coisa que vi foi você… você chegando ao hospital, destruído, segurando minha mão enquanto eu morria.A voz de Andres falhou no final. Lágrimas silenciosas escorreram por seu rosto.Paul ficou em silêncio por quase um minuto inteiro. Seus olhos verdes estudavam cada traço do rosto de Andres. Ele esperava incredulidade, talvez até pena. Em vez disso, Paul apertou suas mãos com mais força.— Eu acredito em você — disse ele finalmente.Andres piscou, surpreso.— O quê
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