A noite caiu sobre São Paulo como um manto pesado e úmido. Na cobertura, o ar-condicionado lutava para manter a temperatura agradável, mas nada conseguia conter o que estava prestes a acontecer.Theo estava deitado na cama do quarto de hóspedes, o corpo inquieto sob os lençóis leves. Havia tomado banho mais cedo, vestido apenas uma camiseta larga e uma calça de moletom fina que Lucas mandara entregar. No começo, era só um desconforto — uma febre baixa que ele atribuiu ao estresse do dia. Mas, por volta das dez da noite, tudo mudou.Um calor súbito subiu pela sua barriga, espalhando-se como fogo líquido pelas veias. Sua pele ficou sensível demais, cada fibra do lençol parecendo lixa contra seu corpo. Um tremor forte o sacudiu. O cheiro de baunilha explodiu no quarto, doce, maduro, carregado de necessidade. Seu pré-ciclo não era mais pré. O calor havia chegado antes do esperado, violento e incontrolável.— Não... agora não... — murmurou Theo, enrolando-se em posição fetal.Ele suava. Os
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