Tina ainda estava tentando domar o peso daquela lembrança, a fonte, a cruz, o rosto da avó, a dor que veio como um trovão, quando o celular começou a tocar. O barulho a fez dar um pulo.— Alô, Mel? A voz dela saiu trêmula.Do outro lado, a adolescente parecia estar à beira de um ataque de nervos.— Mãe, vem para casa agora! Meu pai está aqui e quer me levar com ele.Tina abriu a boca, mas não deu tempo de formar nem a primeira sílaba. Máximo já estava com o celular em uma mão, o terno na outra, e o olhar de “eu bato nesse sujeito com uma colher de pau se for preciso”.— Lucas! Ele já gritava pela casa. — Equipe agora. E avisa à Rita para acionar os advogados. Todos eles. Inclusive, aquele careca que fala gritando, adoro ele.Tina piscou. Mexeu a mão no ar, tentando alcançá-lo.— Mas, Max, você nem sabe do que se trata…Ele virou para ela com aquele ar de marido apaixonado e completamente despreparado para ser racional, do jeitinho que dá vontade de abraçar e dar uns tapas ao mesmo tem
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