O som insistente da campainha ecoou pela casa dos Oliveiras, quebrando o silêncio carregado que ainda pairava no ambiente.Joana foi atender. Ao abrir a porta, seu semblante era de tristeza, mas também de indignação contida.— Marcelo… o que faz aqui? — perguntou, sem esconder a frieza.— Dona Joana, a Sílvia está? — a voz dele carregava urgência. — Por favor, eu preciso falar com ela.Joana respirou fundo, firme.— Está, sim. Mas acho que vocês não têm mais nada para conversar. Faça o favor de ir embora… e esquecer a minha filha.Marcelo ficou surpreso com o tom. Joana sempre foi gentil, acolhedora, nunca o tratara assim.— Eu sei o que aconteceu — disse ele, tentando se manter calmo. — Sei que a Isadora foi procurá-la. Mas, acredite, eu não tenho mais nada com ela. Nada. Tudo o que ela disse é mentira.Joana o encarou, incrédula.— Mentira? — repetiu, com amargura. — E a foto? O que você me diz da foto de vocês dois juntos? Porque, sinceramente… não parecia que não havia nada entre
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