O Solar dos Alencastro já havia mergulhado na quietude da noite.Os convidados do jantar tinham partido há algum tempo. As luzes da grande sala de estar permaneciam acesas, mas o ambiente estava tomado por um silêncio pesado.Sobre a mesa central, a bandeja de chá permanecia intocada. Teresa estava sentada na poltrona principal, a postura rígida, os dedos entrelaçados sobre o colo. Seu olhar parecia distante, embora sua mente estivesse longe de tranquila.Em frente a ela, Alberto mantinha-se em silêncio, observando a condessa com atenção cautelosa, ao lado dele, Valentina permanecia sentada no sofá, inquieta, os dedos apertando os do marido.Maria Clara, por sua vez, estava próxima da lareira. O olhar atento, sereno por fora, mas cheio de expectativa.Ninguém ousava dizer o que todos pensavam. Até que o silêncio foi quebrado.A porta da sala de estar se abriu. O som ecoou pelo ambiente e todos voltaram o olhar apreensivos.Álvaro entrou, mas não estava sozinho.Atrás dele, com postur
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