Algumas mesas adiante, parcialmente escondidos por um arranjo de plantas ornamentais e por uma coluna do salão, Samuel Avelar, Carla e Suzana também almoçavam naquele restaurante.Na realidade, os três observavam com atenção a mesa da família Oliveira.De onde estavam, era possível ver perfeitamente Luís, Joana, André, Sílvia, Maria Clara, Álvaro e Marcelo conversando com naturalidade e rindo entre brindes e comentários animados.Samuel apertou o guardanapo sobre a mesa, irritado.— Então é assim que eles comemoram… — murmurou. — Como se fosse a coisa mais natural do mundo.Carla também observava, com o olhar estreito.— Natural para eles, talvez.Suzana não desviava os olhos da mesa onde Marcelo conversava com Sílvia. Ele inclinava-se levemente para falar com ela, e a jovem sorria com um ar tímido.Samuel voltou-se para a filha.— Você realmente não conseguiu nada com ele?Suzana suspirou, cansada daquela pergunta.— Já expliquei, pai. Marcelo recusou todos os convites que fiz.— Voc
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