Marina sempre fora a tia divertida, a que chegava com desenhos, histórias e energia para entreter Alice. Mas nos últimos meses, algo mudara. Ela passava mais tempo no apartamento de Elisa e Gael — oficialmente para ajudar com Alice e o planejamento do quarto da bebê, mas também porque o escritório da D'Avila Health AI ficava a poucos quarteirões dali, e Pedro, o CTO, começara a dar carona para ela nos dias de reunião.Pedro Oliveira era o oposto de Marina em muitos sentidos: sério, metódico, falava pouco fora do trabalho, mas tinha um sorriso tímido que aparecia só quando ele relaxava. Aos 32 anos, ele era o braço direito de Elisa desde os tempos da Beaumont Tech, o gênio por trás da infraestrutura técnica que permitia a IA escalar sem cair. Marina o conhecera no primeiro dia de estágio — ele a recebera com um aperto de mão formal e um “bem-vinda ao time” que soara seco, mas genuíno.No começo, era só profissionalismo. Marina entregava layouts, Pedro aprovava ou pedia ajustes. Mas aos
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