ELISA RIVER.— Não precisa ter pressa, amor. Eu entendi o que quer dizer.Assenti para ele, para não preocupá-lo. Mas eu queria ter pressa, queria voltar a falar, dizer tudo que eu pensava, conversar, perguntar mil coisas. Mas meu cérebro e minha boca pareciam ter desaprendido.Respirei fundo outra vez. E falei sem som: amo.Victor sorriu imediatamente. Como se ele tivesse acabado de vencer uma maratona.— Eu também te amo.Meu peito aqueceu. Porque ele parecia genuinamente feliz. Por aquela única palavra sem som. Nunca imaginei que algo tão simples pudesse significar tanto.Victor puxou a mesa com a bandeja, deixando-a na minha frente. Olhei e havia suco, mingau e gelatina de uva. Olhei de volta para ele, desgostosa. Victor sorriu de lado.— Não faça essa expressão, meu amor… Sei que essa comida não parece apetitosa, mas… você está se recuperando. Tem que seguir uma dieta.Bufei sem som. E comecei a comer aquele mingau que mais parecia uma papa, sem gosto, sem açúcar nem sal. Mas eu
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