VICTOR BALTIMOR.Thomas passou a mão pelo cabelo, suspirando fundo, como se estivesse escolhendo as palavras com cuidado. Eu odiava essa enrolação.— Ela não vem, Victor. — Revelou, sério.Franzi o cenho, sentindo a raiva subir quente pelo peito.— Como assim, não vem? Você fica um tempão naquela cozinha e volta dizendo que ela não vem? — Questionei, perdendo a paciência, que já era quase inexistente.Thomas me olhou, arqueando a sobrancelha.— Escuta, meu irmão, eu não sou seu funcionário e não sigo suas ordens. Só fui falar com Elisa para te ajudar, então me trate direito, ou vamos ter um problema aqui. Nós não somos seus inimigos, estamos aqui para te ajudar. Então, mostre um pouco de respeito pela sua família. Pois não vou mais aguentar seu mau humor, mesmo estando acamado. Não seja ingrato.Suspirei fundo com seu desabafo. Ele estava certo, eu estava sendo muito ingrato com quem eu amo. Minha família sempre foi importante para mim.— Me desculpe, você está certo. Mas preciso ter
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