VICTOR BALTIMOR.Ottawa sempre foi estratégica. Política, negócios, educação. Minha primeira parada não poderia ser diferente. Assim que pisei na cidade, o dia já começou intenso, cronometrado, sem espaço para distrações.O automóvel seguiu direto para o hotel onde ocorreria a primeira reunião. Pablo estava ao meu lado, atento, tablet em mãos, revisando a agenda.— Temos uma reunião com o conselho de empresários em vinte minutos — informou. — Depois seguimos para o centro de convenções. A imprensa já confirmou presença.— Ótimo — respondi, ajustando o paletó. — Quero objetividade. Nada de discursos longos.— Eles estão interessados nos investimentos na área hospitalar e nos incentivos para expansão no norte do país — completou.— Exatamente o que vamos oferecer.A reunião foi longa, técnica, cheia de números, projeções e interesses cruzados. Aperto de mãos, sorrisos calculados, promessas veladas. Política e dinheiro andando juntos, como sempre. Saímos direto para o centro de convençõe
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