De repente, bateram na porta do quarto. Hortência, instintivamente, agarrou a mão de Berta e se aconchegou em seus braços, com medo de se mexer. Ela parecia um coelhinho assustado, com os olhos vermelhos e o olhar vago, transparecendo uma profunda fragilidade. Berta sentiu o coração apertar. Ela jamais deixará impune a pessoa que fez mal à sua filha! Disfarçando a frieza em seu olhar, ela confortou a filha: "Não tenha medo, deve ser a Camila que chegou." Ao ouvir o nome de Camila, Hortência ficou subitamente agitada. Um ódio visceral percorreu seu corpo. Ela apertou a mão da mãe com tanta força que os nós de seus dedos ficaram brancos. Aquela vadia da Camila... como ela ousava mostrar a cara ali?! "Hortência, o que houve?", gritou Berta de dor. Só então a jovem percebeu que estava machucando a própria mãe. "Desculpe, não foi minha intenção", murmurou Hortência, baixando a cabeça. Nesse instante, a porta se abriu e Camila entrou. Ao ver Hort
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