O estilo de que ela gostava.Se não fosse pela delicadeza e pelo aconchego daquele quarto, atingindo-a em cheio no peito, Isabela talvez quase tivesse esquecido o que, afinal, ainda era dela.Desde que se casara com Cristiano, ela havia aberto mão até das cores de que gostava.Cristiano podia não ser confiável quando o assunto era o casamento dos dois, mas seus gostos sempre tinham sido muito definidos: sóbrios, frios, quase sem vida. Preto, branco e cinza. Nada além disso.O quarto dele seguia a mesma rigidez. Preto e branco, limpo demais, impessoal demais. Nunca houvera ali uma cor que parecesse escolhida por uma mulher.Mesmo depois do casamento, ele não permitiu que nada fosse mudado.— Este lugar é mesmo a minha casa. — Murmurou Isabela, tomada por uma emoção difícil de conter. — Aqui, até gostar de alguma coisa parece uma forma de liberdade.Muita gente dizia que, depois do casamento, o lugar onde o marido estivesse passaria a ser outro lar.Mas, em todos os anos em que fora espo
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