Cristiano sentia a irritação subir, pesada, quase sufocante.Mesmo assim, forçou-se a conter o tom, reprimindo o desgaste na voz.— Esses últimos seis meses, tudo o que eu quis foi que os filhos do meu irmão nascessem bem. Eu sei que você está com raiva de mim, sei que me culpa, mas…Antes que pudesse terminar, o celular vibrou.Era Bruna.Nem precisava pensar para saber o motivo.Com certeza, Lílian outra vez.O incômodo tomou conta dele. Sem hesitar, Cristiano desligou a chamada.No segundo seguinte, o celular voltou a tocar, insistente, como se Bruna estivesse decidida a não parar enquanto ele não atendesse.O sorriso de Isabela tornou-se ainda mais ácido.— Atende. — Disse, num tom carregado de sarcasmo. — Vai ver ela está agora mesmo no terraço do hospital, ameaçando procurar o Marcos. Só esse seu rosto, idêntico ao dele, é capaz de convencê-la a descer.A depressão era realmente uma desculpa perfeita.Convencia qualquer um. E ainda despertava compaixão.Sempre que a família Perei
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