Isabela soltou uma risada baixa.— Antes, talvez a única a se machucar fosse eu. Mas agora…Ao dizer isso, deixou escapar um riso frio.Os dedos gelados tocaram a têmpora já inchada de Cristiano. No mesmo instante, ele puxou o ar num "tss" de dor e, por reflexo, tentou se afastar. O movimento o fez perder o equilíbrio, e ele acabou sentado no chão. Ergueu o olhar, furioso, na direção dela.Isabela, com o canto da boca curvado num sorriso satisfeito, comentou:— Agora você também não vai sair ileso. Principalmente hoje. Olha só… Isso aqui está bem inchado.Cristiano permaneceu em silêncio, o maxilar travado, o olhar carregado de ódio contido.E, ainda assim, ela tinha a audácia de continuar encarando-o.Depois daquela cabeçada, a têmpora dele latejava sem parar. Do jeito que tinha sido, parecia mesmo que ela queria matá-lo.Cristiano estava tão irritado que a força com que passou a pomada no pulso dela saiu completamente do controle, grosseira demais.Isabela sentiu a dor, puxou o braço
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