Cristiano segurava o cigarro entre os dedos e a encarava com frieza.Desde que Isabela começara a causar confusão, ele sempre a olhava assim, distante, gelado.Mas, naquele momento, havia algo a mais.Um perigo contido.O coração de Lílian parecia preso na garganta.Ela respirou fundo várias vezes, tentando esmagar o pânico que crescia no peito.— Minha mãe disse que… Se não tiver jeito, é melhor desistir.Cristiano não respondeu.No mesmo instante, porém, um brilho cortante atravessou seus olhos.Lílian sentiu o couro cabeludo formigar.Continuou, apressada:— Ela não sabe sobre a menina. Acha que é um menino, que a doença está grave demais. Disse que, para a criança, isso é sofrimento. Que, mesmo eu não querendo, eu deveria deixar ir.As palavras saíam rápidas. Ela tentava desesperadamente remendar o que Vanessa dissera no fim da ligação.O rosto de Cristiano ficava cada vez mais frio.As lágrimas começaram a cair.Uma após a outra.— Ela também falou que, se a criança tiver que morr
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