Lucas não saía do hospital há 48 horas. A cadeira ao lado da cama de Sofia era sua base fixa: desconfortável, mas ele nem sentia. Os olhos vermelhos de vigília, barba por fazer, camisa amassada — nada importava. Só Sofia importava. Ela dormia intermitentemente, o corpo ainda combatendo os efeitos do sedativo potente que Bianca injetara no vinho. Tubos no braço, máscara de oxigênio ajudando a respiração, pele pálida contrastando com os lençóis brancos. Helena, no quarto ao lado, melhorava mais devagar — a idade pesava, mas o espírito dela era de ferro.Lucas segurava a mão de Sofia o tempo todo, mesmo quando ela dormia. Beijava os dedos dela a cada hora, sussurrando “fica comigo, amor”. O laptop no colo dele estava aberto em e-mails com a PF, o celular no viva-voz com contatos que Roberto ativara.Às 14h do segundo dia, o delegado da Polícia Federal ligou — voz grave, profissional.— Senhor Ferreira, temos novidades concretas. As impressões digitais no copo de vinho da cozinha são de B
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