Capítulo 168 Mason Hart Eu já estava com o celular na mão quando ajeitei o cano da pistola no peito da velha. Violet, atrás de mim, ainda apontava a arma para a garganta da mulher, olho atento, respiração controlada. Boa garota. Liguei para o velho. Ele atendeu no segundo toque, a voz grave, cheia daquele tédio arrogante de quem acha que manda nas pessoas por ter mandado no mundo um dia. — Mason. — Você tem uma filha? — cortei, seco. Sem “olá”, sem açúcar. Do outro lado houve um silêncio curto, pesado. Depois, um suspiro. — Tenho. — Nome. — Raffaella. — a palavra veio com sotaque — Raffaella Conti. Porque? — Como ela é? — Bom, é morena, tem cinquenta anos. Cabelos lisos, olhos castanhos. — ele respondeu, impaciente, como se fosse óbvio. — Aconteceu alguma coisa? Eu expirei pela narina, devagar. Apontei o queixo para a desconhecida. Idade batia. Cabelo, também. Pele, morena. Droga. Baixei dois centímetros da mira. Não o suficiente para relaxar,
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