Elise— Eu vou falar com Paloma, eu sabia que isso ia acontecer. Esse maldito.Desabei mais ainda enquanto Juliana xingava do outro lado da linha, as pessoas estavam me olhando e eu queria sumir dali, voltar para casa.A linha ficou muda e ouvi seu suspiro, depois de um tempo, ela disse com mais calma:— Não chora, tá! Ele não vale nenhuma lágrima sua. — Dói tanto.— Eu sei, mas você precisa manter a calma.— Sim… — Puxei a respiração, forçando calma, mas parecia impossível.— Quando seu voo sai? Já foi para o aeroporto?— Eu não vou poder voltar.— O que? Não me diga que ele te prendeu aí! Esse amaldiçoado. Eu vou te buscar, eu o mato antes que ele faça qualquer coisa. — Não. Ele disse que precisa que eu fique até o testamento ser lido, eu estou nele. — Testamento? Mas você era apenas uma babá e… não, ela sabia, não sabia?— É a única explicação. — Funguei, um pouco mais calma. — Isso é ruim. Então, ela já morreu, certo?.— Não. — Nossa, que gente louca. E o que vai fazer?— Não
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