Capítulo 62 — O futuro também pode ser visto O corredor do laboratório cheirava a café recém-passado e a limpeza recente. Sofía carregava a pasta vermelha debaixo do braço, como se naquele porta-documentos estivesse segurando o futuro do seu filho. Ela a havia revisado cinco vezes naquela manhã, certificando-se de que cada exame estivesse em ordem: ecografias, análises genéticas, ressonâncias oculares fetais… nada podia faltar. Aquele dia não era um dia qualquer. Naquele dia, ela conheceria o doutor Hale. — Pronta? — perguntou Federico Klein, da porta da sala de reuniões. Ela assentiu, com uma calma que só enganava quem não a conhecia. Klein a conhecia. Smith, seu mentor e supervisor do laboratório, já estava lá dentro, revisando alguns documentos com a precisão cirúrgica que o caracterizava. Então, a porta se abriu. O doutor Stephen Hale entrou com passos firmes, uma maleta na mão e um sorriso aberto. Um homem de cerca de cinquenta anos, cabelos prateados, sotaque estrangeiro
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