A respiração ficou presa no meu peito e um frio súbito tomou conta de mim.O que aconteceu? Os fragmentos da noite voltaram como relâmpagos doloridos… a raiva, tristeza, o gosto amargo do vinho… e ele. Ele me achando e me levando. Foi ele quem me deu banho? Uma memória turva de água morna e mãos firmes me segurando, reclamações minhas sobre o frio, da toalha macia… Deus. Não. Isso não podia ter acontecido.Meu olhar voltou para ele, para suas costas largas e desprotegidas, e um misto de vergonha, agradecimento se agitou no meu estômago. Ele tinha me visto, me tocado e tirado a roupa. Tudo enquanto eu estava inconsciente, vulnerável, bêbada. A ideia deveria me enfurecer, me fazer gritar, mas no lugar da fúria veio um constrangimento avassalador, tão intenso que parecia físico.Mas também uma sensação de segurança, porque lá dentro, eu sabia que ele tinha sido respeitoso… e isso era tão louco. Não podia dizer que o conhecia totalmente…Ele então se moveu, deixando um suspiro ma
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