Júlia DavenportNão andei, eu corri até Lily. — Faz assim. — Mostrei a ela, crente, que a pequena coisinha traquina não sabia esfregar as mãos direito. — Vai sair. Tem que sair.Mas meu desespero se amplificava a cada esfregada, sabão e mais sabão descendo pelo ralo sem nenhuma cor além do branco característico.A mesma cor do meu rosto.Quer dizer, por baixo da máscara tenebrosa, pelo menos.— Jujuba... — Murmurou ao se dar conta de que também havia no meu rosto. Sequei as mãos dela com uma toalhinha, e quando se afastou, praticamente enfiei meu rosto na pia.A máscara saiu, mas a cor ainda estava ali, numa tonalidade de preto fosco tão apagado que eu parecia uma piada de mau gosto. Me encarei no espelho, o rosto pintado até o pescoço, exceto a área dos olhos.— Eu estou ridícula... — Murmurei, incrédula. — Lily, por favor, você pode ir pegar o que passou no meu rosto?Os olhinhos estavam arregalados, meio assustados, mas ela correu para ir buscar o pote de creme.Andei em direção à
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