Naquela casa, o jantar sempre acontecia às dezenove horas, como um ritual quase sagrado que marca o fim de um dia corrido e o início de momentos partilhados. A pontualidade não era apenas uma questão de organização; era como o compasso de uma música que trazia harmonia à rotina, fundamental para dar estrutura e estabilidade às três crianças, que, com suas emoções intensas e personalidades vibrantes, viviam em um mundo onde cada pequeno evento se tornava uma grande aventura. — Com as crianças correndo de um lado para o outro, cheias de energia e expectativa, desci primeiro com elas, como era de costume, fazendo questão de que pauta suas vozes em uma melodia de risos. Enquanto isso, conversavam em uníssono, disputando quem teria o privilégio de sentar ao meu lado. — Eu vou sentar aqui! — dizia um, saltando com entusiasmo. — Não, hoje é a minha vez! — retrucava o outro, gesticulando animadamente. — O terceiro, sempre o arbitro da situação, reforçava:
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