A transmissão estava ativa em nossos celulares. No meu, na mansão, o som era baixo, porém nítido; enquanto no dele, no escritório, a imagem se apresentava mais estável. — Assistíamos à mesma cena: Marjorie e Rachel dentro do quarto, a porta trancada à chave como um segredo guardado, a máscara caindo aos poucos e a doença esquecida como uma sombra desvanece. —A voz de Marjorie era firme, calculista, quase venenosa, como um veneno lento que infiltrava a mente. "Então, eles estão casados, mas não dormem no mesmo quarto," a frase ecoou como um disparo em silêncio, fazendo meu sangue gelar como se um bloco de gelo tivesse sido lançado em mim. — Do outro lado da tela, Brandon silenciou por alguns segundos, como se estivesse processando a realidade. Quando a respiração dele mudou, percebi que ele estava ultrapassando um limite. — "Agora Marjorie passou dos limites," disse ele em um tom baixo, controlado demais, como se tentasse manter um
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