Helena ThorneEu só fui à empresa por causa daquela reunião com o gerente do banco. Eu estava disposta a absolutamente tudo para não perder a Thorne, para não ver aquilo que me restava ruir por completo.Apresentei-me na antessala com a cabeça erguida, mantendo a postura de uma herdeira que recusa a falência. O homem, um sujeito de terno impecável e óculos de armação fina, curvou-se em uma mesura exagerada, nitidamente desconfortável pela tensão política que cercava o meu sobrenome.— Senhora Thorne. que honra imensa recebê-la pessoalmente — disse ele, a voz vacilante, estendendo a mão trêmula. — Eu sou Arthur Medrano, gerente de operações corporativas do Banco Central de Finanças.— O prazer é meu, senhor Medrano— respondi friamente, apertando a mão dele com firmeza.Mal o fiz, senti a presença pesada de Simon se projetar ao meu lado. A mão dele pousou no centro das minhas costas, um gesto que parecia de apoio, mas carregava a posse e o peso de uma garras de ferro, quente, pesado, d
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