Simon KaelenAssim que a equipe de avaliação recolheu os seus equipamentos e deixou a Blackwood Manor, entrei no carro blindado com a cabeça martelando.Normalmente, depois de um dia de cão como esse com briga no conselho, ameaça de falência e a minha mãe surtando, o meu destino natural seria o clube privado com direito a uma boa foda, uma garrada de uísque envelhecido, a fumaça de um bom charuto e quem sabe uma conversa rasa com dois ou três aliados da máfia para esfriar o sangue. As opções estavam ali, abertas na minha agenda. Mas, ao ligar o motor, a minha boca não pronunciou o endereço do bar.— Para a cobertura. Agora — ordenei, encostando a cabeça no banco de couro.Eu estranhava aquela sensação. Era um desconforto incômodo no peito, uma espécie de cegueira voluntária, como se uma força invisível estivesse me puxando pela rédea. Eu estava sedento para vê-la. Queria ver como ela estava depois do turbilhão da reunião, queria checar se o fogo nos olhos dela ainda queimava ou se a e
Ler mais