Já faz cinco anos. Cinco anos que ele não está mais aqui, mas às vezes sinto como se fosse ontem , como se ainda ouvisse sua voz ecoando pelo corredor de casa, como se ainda sentisse o seu braço ao redor dos meus ombros, o sabor de seu beijo seu cheiro. Eu nunca consegui superar. Continuo vestindo preto todos os dias, como se o luto fosse uma segunda pele que não consigo tirar. As pessoas dizem que o tempo cura todas as feridas, mas eu acho que só aprendi a viver com a dor que bate em meu peito todas as manhãs quando acordo e não vejo o seu rosto ao meu lado. Meu filho ,Salvatore, nome dado em homenagem ao pai completa cinco anos neste mês. Ele é esperto, brincalhão, e tem a cara do pai até nos mínimos detalhes: o mesmo sorriso malicioso quando quer alguma coisa, os mesmos olhos escuros que parecem enxergar fundo na alma das pessoas, até a forma como ronrona quando está com sono é igual. Ele é o único motivo pelo qual eu continuo em pé, pelo qual respiro todos os dias. Eu poderia
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