Naquela noite em Dubai, o palácio não emanava um brilho dourado; ao invés disso, sua aura era fria e distante, como uma estrela apagada em um céu sem vida, perdida entre a escuridão. Sabina estava sentada, imóvel, como uma prisioneira sob a vigilância de seu carcereiro, sentindo o peso da expectativa e do julgamento na sala. —Cada canto do espaço, antes vibrante com risos e celebrações, agora parecia sussurrar segredos sombrios, como se as paredes tivessem ouvido demais e se recusa a esquecer. O ambiente, que outrora exibia exuberância e convite, havia se transformado em um silêncio tenso e opressivo, semelhante ao instante antes de uma tempestade, quando os ventos se aquietam, e se percebe que não há mais alternativas. — A porta se abriu com um rangido que ecoou, quebrando a quietude, e o sheikh entrou, imponente, com passos firmes e semblante inexpressivo, como um juiz que sabe que já decidiu o veredito. Sua presença dominava a sala, quase p
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