96. NAS GARRAS DE MINETTI
Agora mesmo me arrependia de ter vindo. Cada palavra dele era fogo aceso na minha pele, mas não podia, não ia permitir que ele soubesse. Levantei o queixo, fingindo uma segurança que poderia desmoronar a qualquer momento. — O que você quer dizer? —disse, recuando, olhando como ele avançava lentamente com as mãos nos bolsos, sorrindo maliciosamente—. Desculpe, só brinquei um pouco. Ele não parou até ficar ao meu lado, tão perto que bati contra a parede às minhas costas enquanto recuava. Ele era mais alto do que eu, apesar do salto que usava. Segurei a respiração, não me atrevendo a levantar o rosto para olhá-lo. Ele pegou meu queixo e me obrigou a encará-lo. Droga, que cheiro gostoso! Era a única coisa em que conseguia pensar enquanto sentia sua respiração batendo contra meu rosto. Meu coração, de repente, começou a acelerar de um jeito que nunca tinha sentido antes. Apertei os olhos com força, tentando não vê-lo, mas, no entanto, percebi como seu olhar se fixava em mim. — Abra o
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