Keira se apoiou na balaustrada de pedra do terraço, o ar fresco da noite proporcionando um alívio bem-vindo à pele em brasa. Os sons distantes do baile flutuavam pelas portas francesas abertas atrás dela, a orquestra iniciando mais uma valsa. Ela fechou os olhos, ordenando que o coração se acalmasse.O que havia acabado de acontecer?— Se controla — ela murmurou, pressionando as palmas contra as bochechas. — É o Alexei, pelo amor de Deus.Alexei, seu chefe. Alexei, que tinha mulheres caindo aos pés. Alexei, que nunca a havia olhado daquele jeito até aquela noite.Um arrepio percorreu a espinha que não tinha nada a ver com a brisa da noite. A memória da excitação dele pressionada contra ela, o calor da mão nas costas nuas, a intensidade nos olhos, tudo aquilo era território perigoso.O som de passos atrás dela a fez enrijecer. Ela não precisava se virar para saber quem era. Sabia que ele não ia largar o assunto.A voz de Alexei era baixa e controlada.— Fugir não resolve nada, Ke
Leer más