Capítulo 15A enfermeira saiu do consultório, mas antes, parou na porta e olhou de um jeito diferente para o médico. Ele percebeu, inclinando levemente a cabeça.- Jéssica. Tudo bem?- Sim, doutor. Talvez um dia fique melhor ainda... - disse com um sorriso doce, quase carinhoso, antes de sair praticamente saltitante pelo corredor.O médico pegou a caneta e começou a apertar o botão repetidas vezes, tentando ignorar a sensação incômoda, e boa, que aquele olhar havia deixado. Não estava em um relacionamento, não tinha ninguém e, se fosse pensar logicamente... ela seria perfeita. Educada, divertida, dedicada e, sim, muito jovem.- Não. Isso não daria certo. Tenho quarenta... e ela vinte. Melhor não - murmurou, como se estivesse tentando convencer mais o próprio corpo do que a mente.Respirou fundo, olhou para a tela e chamou o próximo paciente, tentando afastar, miseravelmente, qualquer pensamento sobre a enfermeira que agora era impossível tirar da cabeça.- Doutor, eu não paro de tossi
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