O prédio do tribunal era como um monumento erguido em homenagem às consequências — alto, imponente, implacável. Seus degraus de mármore se abriam num céu sem calor, que trazia apenas uma clareza gélida, incapaz de acalmar, mas certeira ao revelar a verdade em sua forma mais nua. E naquele dia, essa verdade estava ali, escancarada para o mundo.Carros pretos perfilavam-se na entrada em uma exibição sincronizada de status. Não se tratava de chegadas comuns; este não era um julgamento comum. À distância, a imprensa reunia-se atrás de barreiras de segurança, com vozes abafadas, mas câmeras posicionadas. O nome que ecoava pela multidão carregava um peso imenso: Townsend.No interior do tribunal, o público não era composto por curiosos, mas pelas pessoas que realmente importavam, aquelas que acompanhavam o movimento das engrenagens do poder. À frente, o juiz ocupava seu lugar com uma autoridade quieta e apavorante. De um lado, a equipe jurídica permanecia em prontidão, documentos impecávei
Leer más