Norah Narrando Alexander está quase cem por cento. Ainda usa a muleta, mais por segurança do que por necessidade, um apoio que ele insiste em manter quando sai de casa. Ver meu noivo assim, de pé, confiante, voltando à rotina, é algo que ainda me emociona todos os dias. Ele voltou a trabalhar, está radiante, mais vivo do que nunca. O brilho nos olhos dele não é só recuperação física, é vitória.No começo, eu ia todos os dias para a empresa com ele. Alexander só se sentia seguro se eu estivesse ao lado. Não era dependência, era confiança. E por amor, eu renunciei ao meu trabalho sem pensar duas vezes. Fiquei ali, naquele escritório que viu reuniões importantes, decisões grandes, e também momentos íntimos, trocas de carinho, mãos dadas por baixo da mesa, beijos roubados quando a porta se fechava. E sexo no sofá, na mesa. Não me arrependo nem por um segundo.Essa semana ele criou coragem e começou a ir sozinho com o Nico. Confesso que meu coração ficou dividido entre orgulho e saudade.
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