Aquela sensação de estar sendo constantemente monitorada não foi embora.Nos dias seguintes, Amélia tentou se convencer de que era apenas ansiedade, um reflexo tardio de tudo o que vinha vivendo, o novo relacionamento, as provas da faculdade, cuidar do Noah. Mas o corpo não mentia. O arrepio na nuca vinha sem aviso, no meio da rua, na faculdade, até dentro de cafeterias ou mercados.Ela passou a mudar suas rotas. Entrava em lojas sem precisar comprar nada, evitava andar sozinha ou a pé.E, ainda assim, sentia a incômoda sensação de estar sendo seguida. Naquela manhã, ao sair do prédio, teve certeza.Não viu ninguém claramente. Nenhum rosto suspeito. Mas, ao atravessar a rua, percebeu o reflexo de alguém parado do outro lado, imóvel demais para ser coincidência.O coração bateu forte.Amélia entrou no primeiro café que encontrou, sentou-se perto da vitrine e fingiu olhar o celular. As mãos tremiam levemente enquanto digitava uma mensagem que apagou três vezes antes de enviar.Estou fic
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