Um mês se passou, lentamente, em um paraíso de incertezas. Carolina até havia se acostumado com a vida no litoral, o cheiro de sal e mar, e, surpreendentemente, com a arrogância desmedida de Úrsula. O dinheiro de Luiz continuava a chegar, depositado religiosamente por Murilo em uma conta local. Luiz ligava vez ou outra, mas nunca trazia um bom sinal para o retorno. Na cidade, apesar da zona de guerra que o império de Marcelo Bianchini havia se tornado, Luiz estava em uma paz relativa. Recebia fotos diárias de seu filho e sabia que ele estava bem. Havia conseguido um bom emprego legítimo, no setor financeiro de uma empresa diferente, longe dos negócios criminosos. Mas o vínculo com Marcelo, por mais que Dmitri o tivesse desvinculado de todos os documentos e contas, teimava em aparecer. Os antigos capangas e credores de Marcelo ainda iam até ele, querendo dinheiro, e não aceitavam que não
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