Sara Ventura Por um segundo, houve um silêncio suspenso no ar. De dentro da estrutura, não saíram balões. Em vez disso, um mecanismo de luzes LED de última geração projetou, nas telas de linho que serviam de fundo para a tenda, uma explosão de pétalas virtuais. Mas não eram apenas virtuais. Milhares de pétalas de peônias cor-de-rosa — as minhas flores favoritas, as mesmas que Gabriel me deu em nosso primeiro mês de casados — começaram a cair do teto da tenda, acionadas por um sistema discreto.E, no centro da estrutura, sobre um pedestal de madeira, havia um pequeno par de sapatilhas de balé em cetim rosa, acompanhadas por um pequeno martelo de leilão em miniatura, feito de ouro rosê.Era uma menina.O grito de alegria da Stella e da Aurora (que acompanhava tudo via iPad, segurado por um Sebastian emocionado em Londres) foi o sinal para o caos de amor que se seguiu.— É uma menina! — Sérgio gritou, rindo e abraçando a Tessa. — Eu perdi a aposta, mas ganhei uma princesa para ensinar a
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