Sebastian Viccari O silêncio da mansão Moratti, no dia seguinte à nossa chegada após o casamento de Aurora e Sebastian, era denso, quase sólido. Eu estava no meu santuário, o escritório nos fundos, cercado por três monitores de alta resolução, linhas de código que deveriam ser meu conforto, mas que agora pareciam apenas ruído. Meus dedos voavam pelo teclado, buscando o que eu chamo de "assinatura fantasma". Eu sabia que Dante e Sebastian escondiam algo sobre aquela estrada há quinze anos. Eu sentia o cheiro da omissão.Eu não estava fazendo isso por mal. Eu sou o caçula, o gênio, o cara que vê o que ninguém mais vê. Eu estava protegendo a Aurora de um homem que surgiu do nada e que meu pai, inexplicavelmente, abraçou como um filho depois de declarar guerra por tantos anos.Não era fácil para mim ou para Alexandre engolimos o sujeito que já deu muita dor de cabeça para a família, e agora estava casado com a nossa irmãzinha. Nosso pai sempre disse para que eu e Alexandre protegesse Sa
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