KAELENO corpo de Maya estava assustadoramente leve nos meus braços enquanto eu a colocava na cama com o máximo de cuidado que minha fisiologia permitia. Seus cabelos cacheados espalharam-se pelo travesseiro branco como fios de ébano, e seu rosto, mesmo pálido e marcado pelas lágrimas recentes, tinha uma beleza que me desarmava. Ajeitei o cobertor sobre ela, observando por um momento a respiração superficial, mas estável. Quando acordasse, a reação seria pior. Eu sabia. A notícia era um terremoto, e ela ainda estava na réplica inicial.Afastei-me, pretendendo me sentar na poltrona ao lado da cama e esperar. Foi quando a voz de Andrômeda soou, discreta mas urgente, no meu implante.— Senhor Kaelen, seus pais, Lord Lorian e Lady Lyra, estão no elevador principal. Estão subindo para a cobertura.Congelei. Meus pais. Aqui. Em quinze anos, desde que projetei e construí este edifício, meu pai nunca sequer pisou neste andar. Este lugar era meu santuário, meu refúgio da política e das expecta
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