A porta do quarto se abriu com um clique suave, e a Lis entrou carregando uma bolsa de lona grande, como se estivesse apenas trazendo roupas limpas e o meu notebook.— Consegui — ela sussurrou, fechando a porta e dando uma última espiada no corredor. — Ninguém me parou. Acho que a família do Lorenzo está ocupada demais com os advogados e a imprensa lá embaixo.Ela abriu a bolsa e tirou duas caixinhas. Uma simples, e outra mais sofisticada, daqueles testes digitais que prometem precisão absoluta.— Comprei dois. Pra garantir, né?— ela disse, tentando manter a voz firme, mas eu via o tremor nas suas mãos.— Lis, eu estou com medo. — admiti, sentindo minhas pernas fraquejarem.— Eu sei, amiga. Mas você não está sozinha. — ela estendeu uma das mãos para mim. — Vamos? — Sei que você tem dificuldade com limites… Mas eu não vou fazer xixi num potinho na sua frente.— Tá, tá! Eu fico aqui de costas, pra te dar privacidade.Bufei, revirando os olhos, mas cedi a sua proposta, eu precisava dela
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