Clara subiu os degraus da entrada com o coração acelerado, cada passo parecendo mais alto do que o anterior. Uma parte da culpa era do champanhe que ela e as meninas beberam demais, mas a outra, a parte que realmente a deixava trêmula, vinha daquela mensagem que ainda queimava na tela do celular.“Quero tirar esse vestido devagar.”A lembrança daquelas palavras fez sua respiração falhar outra vez, como se alguém tivesse tirado o ar do ambiente. Era absurdo o que uma frase dele fazia com ela. Uma frase, um olhar, um toque, qualquer mínima intenção de Lucca transformava todo o corpo dela numa confusão de desejo e medo do próprio desejo.A noite estava silenciosa demais. A rua, o jardim, a porta… tudo parecia conter o ar esperando pelo momento exato em que ela colocaria a chave na fechadura.Clara girou a chave devagar, quase com hesitação. Empurrou a porta com a ponta dos dedos, e foi aí que o coração dela errou completamente o ritmo.Ele estava ali.Parado no meio da sala, como se tive
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