O ciúme não era algo que Damian Blackwell costumava permitir.Não porque fosse imune a ele, mas porque aprendera, desde cedo, a dominá-lo como dominava tudo o mais: enquadrando, nomeando, controlando. Ciúme era ruído. Era distração. Era fraqueza mal posicionada.Ainda assim, naquela semana, ele passou a reconhecê-lo em pequenos gestos — e isso o irritava mais do que o sentimento em si.Ele se pegava observando Elara Sterling com atenção excessiva. Não a atenção estratégica de um CEO que avalia decisões, mas a atenção desconfortável de um homem que mede distâncias. Quantos passos ela dava até Theo. Quanto tempo permanecia numa conversa. O sorriso que surgia fácil demais quando lembranças antigas eram evocadas.Nada daquilo era, de fato, errado.E justamente por isso era insuportável.Elara, por sua vez, sentia a tensão como um campo magnético invisível. Damian não dizia nada. Não a confrontava. Não fazia exigências. Mas estava ali — mais presente, mais silencioso, mais duro.Ela conhec
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